domingo, 16 de janeiro de 2011

IVETE SANGALO: A CARMEN MIRANDA DO SÉCULO XXI




Ao contrário do que aconteceu com Carmen Miranda no século XX, que foi convidada e tornou-se a maior estrela sul americana em Hollywood, a cantora baiana Ivete Sangalo - consagradissima no território do axé music em nosso Brasil - convidou-se para se lançar no disputadissimo mercado do showbises americanos.

E fez isso podendo, afinal, tudo que Ivete Sangalo acumulou ao longo da bem sucedida carreira deu-lhe condições de alugar o Madison Square Garden, o templo respeitado e utilizado por todos os astros e estrelas pops da terra, e o fez para apresentar-se de maneira calculada ao mundo.

O resultado desta façanha chegou aos atraves de um canal de TV a cabo brasileiro em meados de dezembro de 2010 e em seguida foi colocado a venda o CD/DVD “IS – Multishow ao Vivo – Ivete Sangalo no Madison Square Garden”, uma mega produção que msotra a respeitabilidade da cantora junto as grandes gravadoras.

Ivete Sangalo desliza com tranquilidade pelos mais de 90 minutos do espetaculo, esta tão à vontade quanto fica a comandar o carnaval pelas mais variadas cidades do Brasil, interage com a imensa platéia em portugues, ingles e espanhol, como se falasse as tres linguas diariamente. Canta inclusive nas três linguas.

Estão lá em participações para lá de especiais: Juanes, Seu Jorge, Diego Torres e Nelly Furtado numa mistura que só faz trazer ainda mais cor para a voz e o espetaculo de Ivete Sangalo. Certamente, os americanos e os donos do show busines mundial devem ter pensado que bem que poderia ter partido deles a iniciativa do lançamento mundial da cantora.

Para nossostros brasileños fica a alegria de ver uma figura tão popular em nosso país abrindo com o peito e a raça, caminho para sua carreira passar e invadir as praias de outros lugares deste mundão. Como Carmen Miranda, a portuguesa mais brasileira de todos os tempos, Ivete Sangalo tem coragem e fez bonito, certamente o palco do Madison Square Garden não esqueçera esta passagem de Ivete Sangalo por lá e que outras muitas acontecem pelo mundo afora nos próximos anos.



Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
paulogoncalo@uol.com.br
Andre L. M. Menezes
Revisão Afetiva

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A FESTA DE GILBERTO GIL É CHEIA DE FÉ.





Acabo de assistir ao DVD “Fé na Festa – ao Vivo” do cantor e compositor Gilberto Gil distribuido no final de 2010 pela gravadora Universal Music e gravado no Retiro dos Artistas no Rio de Janeiro, com músicos geniais como Arthur Maia, Toninho Ferraguchi entre outros bambas, e a participação para lá de especialisssima do sanfoneiro nº 1 do Brasil: Dominguinhos.

Gilberto Gil inicia o show dedicando-o a duas cantoras maravilhosas e tão esquecidas que hoje vivem no Retiro dos Artistas (lugar que há muito tempo abriga artistas de todas as áreas que já não tem onde viver dignamente) são elas: Carminha Mascarenhas e Carmélia Alves numa homenagem apra lá de merecida.

A idéia de gravar o DVD numa especie de quermece junina me pareceu, desde o inicio, genial e escolher este local para realizar a gravação mostra mesmo que nenhum dos grandes artistas brasileiros, tem tamanha preocupação social... Talvéz Chico Buarque possa se igualar a ele.

Gilberto Gil é de longe o mais querido e popular dos compositores de sua geração. Sempre apresentou suas canções com sutilesas, alegrias e emoções misturadas a ritmos e swings que não deixam absolutamente ninguém sem mecher os quadris ou balançar e sacudir os pés e pernas.

E passados tantos anos de seu começo ele continua o mais querido. O DVD é baseado no CD que Gilberto Gil lançou no meio do ano de 2010 para ser ouvido e tocado nas festas juninas de nosso Brasil, com composições novas ele nos mostrava o quanto o ex ministro continua eximio compositor.

A decoração do Retiro dos Artistas nos leva a um mergulho nas festas juninas que permanecem gurdadas com cores, sons e sabores em algum lugar dentro de cada um de nos brasileiros, é quase possivel sentir o cheiro da fogueira enquanto se assisti ao DVD “Fé na Festa – ao Vivo”.

A participação imensa de Dominguinhos é apra lá de singela, diria mesmo que chega a ser comovente vê-lo sentado no fundo do palco a acompanhar Gilberto Gil. Na verdade, ao acabar de assistir, dá uma vontade de quero mais.

Gil permanesse como nosso grande xodó, o xodó numero um da M.P.B.


Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
paulogoncalo@uol.com.br
Andre L. M. Menezes
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domingo, 9 de janeiro de 2011

OS FRANCISCOS DO BRASIL NA VOZ DE MATEUS SARTORI.




O cantor Mateus Sartori já habita minha coleção de cd’s desde que me deparei com seu tributo ao compositor Dorival Caymmi, naquele momento ele me fisgou, afinal que cantor é este que logo no inicio de carreira resolve escolher uma das mais emblemáticas figura de nossa M.P.B. para prestar tão maravilhosa homenagem?

Mateus Sartori, nasceu no interior de São Paulo e vem se dedicando ao estudo da música há um bom tempo o que só tem feito muito bem a ele e sua voz e sobretudo a nós apreciadores das belas composições do cancioneiro de nossa Brasil e das belas vozes que nos encantam ao longo da vida.

Este trabalho que comento é um CD impecavel a começas pela concepção gráfica esmerada e belissima, totalmente diferente de quaisquer outras apresentações neste tipo de midia musical, depois pela seleção do repertório pinçado a dedo e da melhor qualidade.

Neste trabalho Mateus Sartori mergulha no universo musical de um grupo seleto de compositores brasileiros que chamam se Francisco, estão na seleção músical os: Ferreira da Silva, o Buarque de Holanda, o José, o César Gonçalves, o Eduardo Fagundos Amara, o Bosco, o Queirós Matoso, o Anysio, Saraiva da Silva e o Pinheiro, o CD conta com as participações de Chico César e Chico Pinheiro.

Bem não vou dizer aqui quem é quem pois afora o Buarque de Holanda não saberemos quem são os outros se não ouvirmos suas canções e que canções, deixo para que adquiram este maravilhoso trabalho e curtam em casa com tranquilidade e alegria, pois a voz tão bela de Mateus Sartori arrebata nos para mergulhos indiscritiveis ao universo destes grandes compositores brasileiros que quis a vida recebessem como primeiro nome: FRANCISCO.




Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
paulogoncalo@uol.com.br
Andre L. M. Menezes
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QUANDO O CANTO É REZA, ROBERTA SÁ CANTA E REZA PARA TODOS NÓS




Roberta Sá, esta cantora brasileira nascida em Natal, lá no Rio Grande do Norte - um dos mais belos cenários do Nordeste deste nosso imenso país - já havia nos conquistado com seus trabalhos onde mostrava ter vindo pra ficar. Seu refinamento e sua simplicidade cativaram a todos e fez nos acreditar que estavamos diante do nascimento de uma grande DIVA de nossa canção.

Ao lançar o CD “Quando o Canto é Reza”, baseado na obra do compositor Roque Ferrera, um dos maiores compositores do samba baiano, ao lado de Riachão, Batatinha, Nelson Rufino e outros , representa o que há de melhor qualidade na música baiana, só nos garante que não erramos é mesmo Roberta Sá uma DIVA soberana.

A preocupação de uma jovem cantora de nosso cancioneiro em resgatar e perpetuar com sua voz a obra de um compositor pouco gravado é uma das maneiras de nos apercebermos o quanto talento tem Roberta Sá, o quanto entende da boa música e o quanto está interessada em cosntruir uma solida história dentro da M.P.B.

Conheci Roque Ferreira na voz de Clara Nunes e depois foi Maria Bethânia que foi me dando noticias deles através de suas gravações sempre da melhor qualidade, e agora esta bela e jovem cantora de doce voz dá nova cor e vida ao trabalho de Roque Ferreira.

Li em algum lugar (não me lembro onde) que havia indicios de que o compositor Roque Ferreira não havia gostado do resultado do CD de Roberta Sá. Creio que foi leitura errada, impossivel que ele não tenha gostado do resultado das canções: “Mandinho”, “Chita Fina”, “Menino”, “Tô fora”, “A mão do Amor”, “Água da Minha Sede” e outras na voz desta que é, sem duvida, a mais itneressante DIVA surgida neste novo século.

Pois quando o canto é reza nossa Roberta Sá canta e reza da maneira mais linda.



Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
paulogoncalo@uol.com.br
Andre L. M. Menezes
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

NANDO REIS O RUIVÃO CAÍ NO BAILÃO.




Aprendi a gostar de Nando Reis por suas parceirias únicas com Marisa Monte que trouxe pra minha vida uma quantidade enorme de emoções além de embalar muitas das histórias que o tempo vem guardando em lugares singelos dentro de mim “... Para calar a boca: rícino / Pra lavar a roupa: omo / Para viagem longa: jato / Para difíceis contas: calculadora ...”

E depois, a paixão pelo trabalho de Nando Reis retoma a força quando de suas parceirias com outra grande mulher de nossa música: Cássia Eller. A força com que Cássia cantava as composições de Nando Reis chegavam a tocar minh’alma tamanha as sensações que me provocavam ao ouvir “...Não digo que não me surpreendi / Antes que eu visse, você disse / E eu não pude acreditar / Mas você pode ter certeza / De que seu telefone irá tocar / Em sua nova casa / Que abriga agora a trilha / Incluída nessa minha conversão ...”

Agora me deparo com um DVD lançado pela Universal chamado “O Bailão do Ruivão” onde Nando Reis mostra a todos nós quais os seus gostos musicais, e, sobretudo, aquilo que gosta de cantar e que ajudou a sua formação músical. É um DVD que transborda leveza e alegrias. É bom de ver e ouvir, tudo está ali.

O repertório deste DVD é ecletico no sentido literal da palavra, assim como écleticas são as participações especiais... Magnificas são as participações de Zafenate cantando “Could You be Loved”; de Micheline Cardoso - back vocal da banda que acompanha Nando Reis - e que canta maravilhosamente e de Joelma e Chimbinha no duo que nos trouxe de volta o hit mundial “Chorando se Foi” mostrando-nos que o Titã também caiu na onda da lambada nos idos anos 90, alias, quem de nós não caiu?

Buscando no pai a justificativa para trazer o universo da música sertaneja ao palco de seu bailão o que destoa mesmo são os convidados Zezé de Camargo e Luciano, que nada tem a ver, nem com o universo de música de raiz evocada por Nando Reis em sua fala, e muito menos com a qualidade da música sertaneja que tanto amamos, certamente estão por lá apenas por uma questão mercadológica, enfim, o Bailão do Ruivão está açima destas duplas ‘caça niqueis’ de nossa música.

Nando Reis está definitivamente cravado em nossos corações, afinal, quem não se orgulha de ter um bailão como este alegrando o Brasil inteiro?




Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
paulogoncalo@uol.com.br
Andre L. M. Menezes
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ORNELLA VANONI E A ITÁLIA QUE VIVE EM NÓS.















Afora as novelas oportunistas que ao longo da história da televisão brasileira exoploram nossa profunda identificação com o povo italiano, a sonoridade da pronuncia das palabras e o cantar em italiano vem fascinando gerações após gerações neste nosso Brasil que tem como sua maior beleza seus braços abertos a todas as nações.

A Itália é um país extremamente músical, e vários de nossos e nossas grandes interpretes tem emprestado suas vozes para o cancioneiro deste país fazendo com que fiquemos ainda mais proximos. O contrário também é verdadeiro, e varias vezes na história recente artistas italianos puseram se a cantar nosso cancioneiro.

No periodo duro do regime militar no Brasil vários foram os cantores que se refugiram na Itália, entre eles Chico Buarque de Holanda e sua familia, e Vinicius de Morares e Toquinho. Este periodo vivendo na Itália aproximou nossas músicas e neste momento ganhamos a excepcional cantora ORNELLA VANONI, uma atriz brilhante que transformou-se em cantora respeitada na Italia.

Ornella Vanoni tornou-se amiga de Vinicius de Moraes chegando a gravar com este um belissimo LP, mas aqui quero falar de um magnifico espetaculo musical lançado em DVD pela Coqueiro Verde Records que nos traz Ornella nos ano de 1982 num espetáculo gravado para o canal de tv italo-suiço RTSI.

Além da bela voz e da bela figura que encanta em todos os momentos a alegria é mesmo ver um bloco inteiro dedicado a nossa música, mas o que vemos não é uma cantora italiana cantando musicas brasileiras em portugues, vimos uma dama da canção italiana cantando em italiano canções brasileiras, e isso é fantásticamente belo.

Estão no repertorio de Ornella as canções: “Detalhes” e “Sentado a Beira do Caminho” de Roberto e Erasmo Carlos, “Canta, Canta Minha Gente” de Martinho da Vila, “Se Ela Quisesse” de Vinicius de Moraes e Toquinho, “Tristeza” de Haroldo Lobo e Niltinho e “Samba Suor e Cerveja” de Caetano Veloso.

Para ter orgulho de nossas canções torna-se fundamental ter entre as coleções o DVD “Concerti liver@RTSI Televisione Svizzero ORNELLA VANONI 5 Maggio 1982” e de graça sentimos ao ver tal espetáculo todos os sabores, sons e cores da bela Itália.



Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
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Andre L. M. Menezes
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domingo, 2 de janeiro de 2011

ELBA RAMALHO E SEUS 30 LINDOS ANOS DE MÚSICA.















Já tinha escrito aqui no Blog sobre o lançamento do CD “Marco Zero” de Elba Ramalho (Biscoito Fino) e agora quero dividir com todos a alegria de ter acabado de assistir ao DVD “Elba Ramalho – Marco Zero – Ao Vivo” (Biscoito Fino), a tradução perfeita para a sensação após o termino das imagens é ALEGRIA.

Elba Ramalho conseguiu jutnar mais de 200.000 mil pessoas no Marco Zero do Recife, capital do estado de Pernambuco, que não por coincidencia é um estado brasileiro vizinho do estado natal de Elba, a Paraiba e de lá ela trouxe alguns de seus convidados para esta noite que certamente deixou marcas eternas na alma da cidade do Recife.

Como todo nordestino (a) que migra de sua terra natal para tentar a vida no “sul maravilha”, Elba Ramalho passou por grandes dificuldades no inicio de sua carreira e superou a todas com esta ALEGRIA que vive dentro de todo nordestino e de seus descendentes. Essa alegria que move o Brasil é fantástica e ninguém mais a traduziu no cenário músical do que esta “cantriz”, sim, pois Elba Ramalho é uma mistura de cantora e atriz.

Não podemos esquecer seus trabalhos no teatro e no cinema, quase que irreconhecivel, está rpesente de maneira única no especial da Rede Globo de Televisão dirigido por Walter Avancino – “Morte e Vida Severina”, assim como absoluta esteve em “Opera do Malandro” tanto na montgem teatral quanto na feita para o cinema.

Mas o DVD musical tras aos fãs de Elba Ramalho belas recordações que tocam com profundidade os corações daqueles que acreditam que a beleza maior de nosso Brasil está na harmonia possivel das várias cores, dos vários ritimos, das várias crenças, das várias danças conviverem e traçarem o mais belo cenário cultural do mundo.

Elba Ramalho num espetáculo de quase duas horas de duração trás convidados incriveis como, Cristina Amaral, Flávio José, Cezinha, Alcione, Carlinhos de Jesus, Chico César, Lenine, Maestro Spock, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Andre Rio. Bem, daí pode se perceber a grandiosidade do espetáculo.

Elba Ramalho é sem duvida a DIVA que “bota abaixo da chinela” todas estas pseudo estrelas que forçam o sotaque nordestino e brotam feito ‘maria sem vergonhas’ no cenário músical sobrevivendo a base de caras e bocas. Salve ELBA RAMALHO, verdadeira DIVA do Nordeste Brasileiro, ops...!!! a grande DIVA brasileira, eu quis dizer.



Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
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Andre L. M. Menezes
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