domingo, 23 de dezembro de 2012

ZÉLIA DUNCA DEIXA TUDO ESCLARECIDO SOBRE ITAMAR ASSUMPÇÃO.



          A muito tempo, pra lá de vinte anos, Zélia Duncan vive por aqui em minha casa, não há um tempo qualquer que não tenha uma ou mais canção na voz de Zélia a acompanhar meus dias, as vezes dias repletos de alegrias, outros dias cheio de dores e na maioria das vezes dias de uma mesmice que vez ou outra a sola todas as vidas humanas.  

          Agora neste final de 2012 muitos foram os lançamentos em CD mas o primeiro que fiz chegar até aqui foi “Zélia Duncan canta Itamar Assumpção – Tudo Esclarecido” da Warner Music e Duncan Discos, onde Zélia faz ressurgir com força a obra do Beleléu tão querido por todos que como eu viveu o surgimento e apogeu da Vanguarda Paulista.

          Nos anos 80 eu me via fascinado por tudo e por todos (as) e o pequeno espaço do Teatro Lira Paulista ali na Praça Benedito Calixto em Pinheiros bairro de São Paulo eu assiduamente estava atrás das belas vozes que acompanhavam Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção e foram estas vozes que me fizeram apaixonar por este compositor tão emblemático de nosso cancioneiro popular.

          Só mesmo Zélia Duncan poderia fazer um tributo a altura da obra de Itamar Assumpção o CD está magnifico e é um daqueles trabalhos que já nascem clássicos e fundamentais para a compreensão da obra de um artista brasileiro, assim é este trabalho de Zélia que prima por tratar de melhor maneira possível um compositor que de fato fez diferença no cenário nacional musical.

           A obra de Itamar Assumpção é única e ainda precisa ser descoberta pela maioria dos amantes da boa música nacional, e entre tantas escolhidas por Zélia Duncan para compor este trabalho uma das que mais me toca diz assim ... eu tenho cabelo duro / mas não o miolo mole/ Sou afro-brasileiro puro/ é mulata a minha prole/ não vivo encima do muro ... nada é preciso dizer, alias nada mesmo o importante é ouvir, divulgar, comentar e alastrar como diz o grande músico Criolo, para que muitos e muitas passem a conhecer Itamar Assumpção nosso Beleléu.

Paulo Gonçalo

paulogoncalo@uol.com.br

LILIAN JARDIM PASSEIA PELAS BOCAS SONORAS D’ALMA.


          Se o Brasil é o país das cantoras, raras são as compositoras atuantes em nossa música, a alma feminina vem sendo descrita pelos compositores há muito tempo, e quando elas falam de suas dores, alegrias, tristezas, sonhos nossas vidas ficam sempre mais belas e assim acontece agora comigo a ouvir a cantora e compositora Lilian Jardim que me chegou através de um querido amigo do coração.

          Já há mais de uma década na estrada, além de compositora incrível, é uma cantora de voz marcante, que transmite força com seu canto. Não bastasse isso é uma multi-instrumentista que começa a ser reconhecida no cenário nacional com este seu trabalho intitulado BOCA SONORA.

          Ouvindo sem parar desde que ganhei o CD Boca Sonora, algo me remete a alegria que senti ao ouvir pela primeira vez Ana Carolina anos atrás, suas composições são capazes de levar nos a uma reflexão sobre situações do cotidiano que raramente paramos para pensar, isso de maneira leve e pulsante.

          Fiquei imaginando algumas canções de Lilian Jardim na voz de outras interpretes de nossa música popular e fazer esse exercício foi e é muito bom, certamente muitas de nossas grandes interpretes dariam uma oxigenada em seu repertório se gravassem composições de Lilian.

          Para quem como eu é um paulistano da gema ela lava nossas almas ao compor e interpretar carinhosamente a canção: “Em Sampa tem samba”, essa cidade mãe da diversidade nacional há muito não é tão lindamente cantada, agora é a ultima faixa do CD um bônus que o arrepio toma conta do corpo e a imagem de Clara Nunes ecooa dentro do ouvinte da canção “Extravasando na canção” arranjos, voz e clima remetem ao trabalho de Clara Guerreira e ai a homenagem se dá ao meu ver é claro, de maneira pura, suave e bela.

          O CD é item indispensável para quem quer estar em dia com o que há de melhor em nossa música, assim como Lilian Jardim e sua Boca Sonora me chegou, desejo que o Brasil inteiro tenha essa alegria que a mim foi dada por um querido amigo fã de boa música.

Paulo Gonçalo
Historiador

paulogoncalo@uol.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

LIVRO: A PIMENTINHA QUE CANTAVA


A História do Brasil tem a mais bela trilha sonora já composta em todo o mundo.

Os compositores que aqui nasceram nos presenteiam desde sempre canções com verdadeiras obras primas que retratam a vida de nosso povo.

E as mais belas vozes estão aqui em nosso pais a cantar estas belas composições.

“A pimentinha que cantava” é uma dessas vozes que enche o Brasil de alegria e coragem, levando para todos os cantos com sua voz doce mensagens de amor e alegria e ardida como toda boa pimentinha nascida em terras brasileiras nunca deixou de levar com sua voz a reivindicação, o protesto e a garra que todo brasileiro precisa ter.

A leitura e a música contidas neste livro retratam um Brasil que canta com força para poder ser feliz.

                                                         LANÇAMENTO

                      Dia: 15 de dezembro (sábado) das 13h30 às 15h30

                             Pelé Arena Café - Shopping West Plaza - Bloco B - Piso Térreo

                              Próximo a Estação Barra Funda do Metrô  em São Paulo - Capital
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

WALESKA UMA DIVA HÁ 50 ANOS NA M.P.B.

           ... Vamos espalhando música no ar ... Waleska é assim vai espalhando música por todos os cantos onde está, ao assistir ao DVD “50 anos de MPB” onde a cantora que um dia foi apelidada por Vinicius de Moraes como a canotra da fossa está a certeza que fica.
            É impressionante como a grande midia brasileira é capaz de ignorar as grandes vozes que um dia encantaram o pais inteiro fazendo com que todos se encantassem e cantassem junto a estes idolos, a falta de memória na cultura brasileira nos priva e priva nosso povo de conhecer sua propria história.
            Ao registrar para a posteridade em DVD seu primeiro DVD onde comemora seus 50 anos de música a cantora Waleska mostra ao Brasil que é uma grande interprete e que certamente o cenário muscial brasileiro não seria o mesmo se ela nele não tivesse aportado há tantas décadas.
            Dona de casas noturnas ao longo da vida deu guarida a vários musicos que estavam iniciando carreira, caso de Rildo Hora grande produtor musical que teve seu inicio ao  lado da cantora que sabe como ninguem cantar as dores do amor, e por isso mesmo é Rildo Hora quem cuida da direção musical deste trabalho.
            Estão lá também as presenças dos amigos Miele que apresenta o show do compositor João Roberto Kelly que toca e canta uma canção que o proprio compos para Waleska, um registro histórico perpetuado para a eternedida neste DVD.
            O repertorio inclui os classicos da dor de cotovelo escritos por Maysa de quem a cantora tornara-se amiga e comadre, Antonio Maria, Jonny Alf, Waldick Soriano, Lupicinio Rodrigues, Fernando Lobo, Vinicius de Moraes e Tom Jobim entre tantos outros.
            A voz é maravilhosa a presença no palco é o de uma DIVA contida que sabe do poder de sua voz, de poucos gestos e poucas palavras é no cantar que reside a irressistivel cantora, que parece abraçar a todos os que amam, amaram e sonham amar com intensidade e várias vezes sangraram por amores que partiram.
            Valeska – 50 anos de MPB é um DVD que deveria ser distribuido em escolas e bibliotecas publicar mar que o registro de toda uma época ficassem arquivados para séculos e séculos a frente pudessem descobrir o que era cantar com o coração e a alma no Brasil.
             
Paulo Gonçalo
Historiador
paulogoncalo@uol.com.br

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A ALEGRE M.P.B. ESTA NO CD PARTIMPIM TLÊS.



            Quando Adriana Calcanhoto nos apresentou sua PARTIMPIM há quase dez anos um sopro de leveza, novidade e alegria tocou a música popular brasileira que levava até os pequeninos (as) de nosso Brasil a possibilidade de conhecer o melhor de nosso cancioneiro.

            Meu menino o Gustavo Aguiar que daqui a pouco completará 14 aninhos tinha na ocasião do lançamento deste primeiro CD de Adriana Partimpim apenas 06 aninhos e foi meu álibi para assistir logo de cara duas vezes ao show que foi apresentado aqui em São Paulo, CD, DVD, mascaras e canções tomaram conta de nossas vidas por uns bons anos.

            Há pouco tempo chegou o CD PartimPim Dois e nos encheu de curiosidade, agora já pré-adolescente fomos novamente assistir ao show e saímos ainda mais apaixonados pela voz, pelo talento e pelas canções que nos foram apresentada da maneira mais linda.

            Agora roda na “vitrola” aqui de casa o “Partimpim Tlês” claro que os tempos são outros, hoje sou pai de adolescente, estou mais velho, menos paciente, mas ouço há dias o CD e confesso que as escolhas como sempre me encantaram, ouvir Gonzaguinha revisitado por esta linda voz me comoveu.

            Quando estava no Ensino Médio  nos anos 70 tinha aulas de música e a Profª de música que se chamava Rosa tocava um Pianafo (espécie de teclado que toca-se com sopro) a aula toda e a primeira canção que nos foi ensinada é justamente a que encerra o CD Partimpim Tlês, Acalanto de Dorival Caymmi que conta com a participação de sua neta Alice nos vocais, de fato Adriana Partimpim, sabe tocar minha alma e minhas memorias.

            Ops! ainda não apresentei o CD ao Gustavo, mas certamente no show que deve estar vindo por ai, estaremos lá, desta já mais velhos, com mais histórias e estórias vivenciadas e sonhadas e unidos no amor por esta cantora Partimpim que entrou em nossas vidas para nunca mais sair.

            Acho que eu quero uma bonequinha da PARTIMPIM pra mim hehehehehehehehehehehhehehe.


Paulo Gonçalo

Historiador

paulogoncalo@uol.com.br

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

AS MINAS GERAIS SE TORNAM REAIS DENTRO DE MIM.


            O sons das Minas Gerais estão aqui dentro de minha casa desde que recebi o CD “Minas Real”, que traz cinco belas canções de Felipe Cerquize, em parceria com: Tavito, Murilo Antunes, Marcio Borges, Fernando Brandt, Célio Mattos e Heitor Branquinho, nas insuperáveis vozes de: Renato Braz, Paula Santoro, Claudio Nucci, Déa Trancoso e Mauricio Maestro.

            Aqui na periferia de São Paulo, nasci e cresci numa época onde os bairros distantes do Centro da cidade funcionavam quase como sítios, onde as moradas, não tinham cercas e o cheiro da Mata Atlântica que começava a ser devastada invadia nossas almas durante todos os dias dos anos, entre os vizinhos queridos uma família enorme vinda das Minas Gerais me acolheu e me ensinou os sons e sabores que estas terras têm.

            Ao colocar para tocar o CD de Felipe Cerquize – “MINAS REAL’, fui imediatamente levado através de minha memoria afetivo musical a um tempo encantado onde a felicidade morava dentro de mim, os sons me trouxeram sabores há tempos escondidos, e logo de inicio a voz de Renato Braz me remeteu a um dos mais belos espetáculos musicais que já assisti nos anos 90 de Milton Nascimento: “TAMBORES DE MINAS”.

            Ao longo da vida pude conhecer parte das Minas Gerais e as imagens que guardo são retratadas quase que milimetricamente através da sonoridade deste CD intitulado sabiamente de “Minas Real”.

            Sou um apaixonado pela Música Popular Brasileira, e devo confessar que a musica nascida desde as montanhas e morros das Minas Gerais me tocam como nenhuma outra, até minha cantora favorita que é baiana, desde os ano 70 se torna a meus ouvidos imbatíveis quando mergulha no repertorio nascido deste lugar que pra mim é o coração do Brasil.

            Assim como a música mineira a comida mineira ocupa todos os espaços de minha vida nesta louca cidade chamada São Paulo, e todos os cantinhos dela que guardam Minas Gerais em seus recantos e recôncavos, por mim são visitados com frequência, e agora com este lindo trabalho de Felipe Cerquize – “Minas Real”, minha casa ganha contornos mineiros.

            Junto com o CD Minas Real que foi produzido por Claudio Nucci e Giovanni Bizzoto me chega uma antologia de escritos datada de 1997 onde Felipe Cerquize participa, em tempos de recuperação da saúde ando trancafiado aqui em minha casa, a chegada dos escritos e dos sons das Minas Gerais me consolam a alma alimentando o corpo com banquetes literário musicais imperdíveis. Confiram!

            E para adquirir o CD MINAS REAL é facim, facim, é só dar uma alô para o Felipe Cerquize que é gente muito boa através de seu BLOG, deliciem-se: http://felipecerquize.blogspot.com.br/

 

Paulo Gonçalo

Historiador

paulogoncalo@uol.com.br

 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

IMBALANÇA, IMBALANÇA, IMBALANÇÀ! SALVE GONZAGÃO!




            Para comemorar as 100 anos que Luiz Gonzaga, nosso Gonzagão completaria se estivesse vivo em 2012, o produtor Thiago Marques Luiz entregou ao Brasil uma coleção com 03 CDs num belo Box recheado de gravações do mais variado grupo de cantores (as) e grupos que hoje representam o que há de novo no cenário musical brasileiro.

            Obviamente não ficaram de fora grandes nomes de nossa música que estão ao longo de suas carreiras intimamente ligados ao universo musical de Gonzagão, é possível encontrarmos neste belo Box surpresas como as gravações de Chico César, Amélinha, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, Wanderléa, Rolando Boldrin, Claudete Soares, Maria Creuza, Fafá de Belém entre tantos outros.

            Como diz a canção Imbalança: ... pra você aguentar meu rojão / é preciso saber requebrar / ter molejo nos pés e nas mãos / ter no corpo o balanço do mar / ser que nem carrapeta no chão / e virar foia seca no ar / para quando escutar meu baião / imbalança, imbalança, imbalançá ... que na caixa em homenagem a Gonzagão se eterniza na belissima interpretação de Paulo Neto jovem e grande cantor que desponta dentro do cenário musical.

            Assim como Paulo Neto esta caixinha de surpresas lindas e agradáveis nos presenteia com interpretações maravilhosamente cuidadas de gente que talvez muitos ainda não conheçam, e esta ai o grande segredo do sucesso que vem fazendo este lançamento da LUA MUSIC – 100 anos de Gonzagão.

            Ao colocar uma moçada nova que vem correndo atrás de um lugar no universo musical brasileiro dentro da obra de Gonzagão, Thiago Marques Luiz acerta em cheio e faz a música de Luiz Gonzaga soar fresquinha, fresquinha, algumas parecendo até que acabaram de ser composta.

            Só mesmo um gênio como foi Gonzagão é capaz de ser re-criado da maneira mais bela quando o mundo para diante da lembrança daquele que nascido há 100 anos fez o planeta tremer com suas belas composições.

            Quiserá Deus pelo menos daqui a 100 anos outro Luiz Gonzaga nascesse em nosso Brasil.

Paulo Gonçalo dos Santos
Profº de História e Colecionador