domingo, 2 de maio de 2010

“QUATRO” MARAVILHAS DE SÁ E GUARABYRA.



* Item de Colecionador*

Muito antes de Chico César e Zeca Baleiro existiR no solo fértil da MPB uma dupla de cantores e compositores que conseguiam fazer a síntese entre a musica urbana dos grande centros (Rio- São Paulo) e a música feita no restante do pais, sobretudo no nordeste. Quando fui apresentado a eles aos meus vinte anos de idade o encantamento foi imediato.

Falo de Sá e Guarabyra que iniciaram carreira na verdade como um trio, estava junto a eles o grande compositor Zé Rodrix que já partiu, mas quando me foram apresentados tinham uma carreia consolidada como dupla e eram reverenciados pela turma que, ao final dos anos 70, adoraria ter vivido a efervescência dos anos 60.

Quero aqui escrever sobre o LP que Sá e Guarabyra gravaram entre os anos de 78 e 79 e que, lançado pela gravadora Som Livre, chamou-se “Quatro”. O LP me encantou desde a concepção da capa até a seleção de composições que ao meu ver é perfeita.

Logo de inicio ouvimos a abrir o disco a canção “Sete Marias” que hoje encontra-se no inconsciente de todos os amantes da boa música, podemos chamá-la de um clássico eles dizem assim através de vosso canto: “... Sete Maria tinha a vila dos meninos / Sete Maria dentro do sertão / Sete destino diferente, sete sina / Sete caminho para o coração ..”.

O LP tras onze canções todas autorais. Neste trabalho, eles não gravaram nenhum outro compositor, prepararam as canções cuidadosamente e deixaram a produção do trabalho a ninguém menos que Guto Graça Mello na época um idealizador de grandes LPs de sucesso e, diga-se, de qualidade.

Mas de todas as canções que o disco traz é numa que tem letra curtissima que me apego buscando na memória lembranças de um periodo de minha vida e da vida do nosso Brasil onde sonhar era necessário mas lutar muito para construir um Brasil melhor era nossa obrigação estava em nosso sangue, e no pulsar de nossa existencia a vontade de mudar os rumos da história, e esta canção cheia de singeleza me chegou através de ares que hoje ainda busco mas que sinto estar cada vez mais distante “... um tocador de violão não pode cantar, prosseguir / quando lhe acusam de estar mentindo / quer virar passaro e rolar no ar, no ar / quer virar passaro e sumir ...”

Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
paulogoncalo@uol.com.br

Andre L. M. Menezes
Revisão Afetiva


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