sábado, 27 de março de 2010

A PLENA MUSICALIDADE DOS “MOVEIS COLONIAS DE ACAJU”.



Ao longo destes mais de quarenta anos de vida, e muito mais de trinta me dedicando a ouvir quase tudo e todos sobre MPB, determinei para mim que existem alguns tipos de música: músicas que falam ao coração e permitem viagens amorosas ao ouvi-las, música que sintetizam todas nossas reinvidicações sociais e estimulam a luta, músicas que fazem com esqueçamos de tudo e só pensemos em balançar o corpo no ritmo que estamos a ouvir...

E existe aquele tipo de música que quando ouvimos nos tomam por completo, absorvendo-nos de maneira a que façamos um mergulho único naquela sonoridade que ouvimos. A música do grupo Moveis Coloniais de Acaju é assim para mim.

Diante de seu álbum lançado em 2009, pela Trama Virtual, me deleito do começo ao fim, primeiro pela composição coletiva das canções que trazem letras completamente urbanas; segundo que todas as canções do CD foram escritas coletivamente pelo grupo. A criação coletiva, num mundo tão individualizado, como o nosso deve ser saudado carinhosamente por todos nos.

Trata-se de uma banda contemporânea inclusive na maneira de difundir seu trabalho. Tudo que produziram em matéria de musica esta disponível legalmente para download, e como a proposta é de boa musica, deparamos com a possibilidade única do mergulho completo na produção musical de qualidade.

Torna-se impossível não cantar junto com os “Moveis Colônias de Acaju” canções como esta que diz “... A gente se deu tão bem / Que o tempo sentiu inveja / Ele ficou zangado e decidiu / Que era melhor ser mais veloz e passar / rápido pra mim / Parece que até jantei / Com toda a família e sei / Que seu avô gosta de discutir / Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer / O tempo engatinhar / Do jeito que eu sempre quis / Se não for devagar / Que ao menos seja eterno assim...”

Irresistivelmente belo.

Paulo Gonçalo dos Santos
Historiador / Pesquisador de MPB
paulogoncalo@uol.com.br

Andre L. M. Menezes
Revisão Afetiva
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