sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O BORDADO DE RODRIGO MARANHÃO.


Rodrigo Maranhão é Cantor, compositor, instrumentista e líder do grupo carioca Bangalafumenga, está há mais de 10 anos compondo para cantoras como: Verônica Sabino, Fernanda Abreu e Roberta Sá, no ano passado (2007) lançou seu trabalho solo intitulado “Bordado”.

Este compositor acabou conhecido mundialmente quando a cantora Maria Rita incluiu três canções suas em seu CD intitulado: “Segundo” e obteve o Grammy de melhor canção por “Caminho das Águas”.

O CD tem apenas 29 minutos e a sensação ao terminar de ouvi-lo é a de querer mais, essa sensação é um ótimo sinal quando ouvimos pela primeira vez uma obra musical do começo ao fim.

Sabiamente Rodrigo Maranhão encerra o CD com a ciranda “Caminho das Águas”, consagrada na voz de Maria Rita, a interpretação de Rodrigo resgata a verdadeira vocação da canção, uma ciranda boa de ser cantada junto aos amigos e a beira mar.

... caminho bordado a fé, caminho das águas, me leva que quero ver ...

O Bordado de Rodrigo Maranhão está em sua plena beleza, retrato neste CD, que tem sonoridade acústica profundamente atraente aos ouvidos...

... eu naveguei demais, velho sonhador ...

Certamente o compositor que habita Rodrigo Maranhão deve ainda compor muitas canções, com o gosto do sertão do Brasil, isto se faz necessário para que a novo geração de brasileiros (as) possa perceber o quão profundo é nossa musicalidade, mas o cantor que também habita Rodrigo Maranhão não pode nunca deixar de nos presentear com o sabor de sua voz.

Algo de modernidade habita a voz do cantor, num misto de Almir Sater e Chico César sintetizando assim a segunda metade dos anos 90 e a primeira dos anos 2000 que começa a fechar-se em breve.

A audição do CD “Bordado” nos permite um passeio musical por todos os cantos de nosso Brasil, é fascinante perceber o quanto um CD com apenas 29 minutos é capaz de nos fazer sentir tão brasileiro.

Rodrigo Maranhão faz parte daquela fina confraria de cantores e compositores que o Brasil faz questão de ter desde o final do século XIX, provando ao resto do mundo que nosso cancioneiro é de fato o mais harmonioso do mundo. Salve! Salve! Rodrigo Maranhão.

Um comentário:

Adilson disse...

Querido Paulo,
você está escrevendo com a propriedade de um Tinhorão e a leveza de Nelson Mota. Adorei. Não sabia de sua veia poética e critica. Uma bela surpresa.
Bye,
Calasans.